Ir para o Topo

Você é educador ou educadora?

Sim

Não

Alto Contraste

A+ Aumentar Fonte

A- Diminuir Fonte

Acessibilidade

Navegue pelo Guia Didático 1

Ir para a página:


Acessibilidade:

Alto Contraste

A+ Aumentar Fonte

A- Diminuir Fonte

Guia Didático - Brincando de Música - Volume 1

Capa de cor verde com logo Brasil de Tuhu aplicada centralizada no topo da página acompanhada de linhas entrelaçadas que indicam a emissão das ondas sonoras. No meio da página o título: Guia Didático – Brincando de Música Volume 01. No rodapé da página ondas sonoras em diferentes cores: amarela, azul, verde, laranja e branca.

#paracegover - Capa de cor verde com logo Brasil de Tuhu aplicada centralizada no topo da página acompanhada de linhas entrelaçadas que indicam a emissão das ondas sonoras. No meio da página o título: Guia Didático – Brincando de Música Volume 01. No rodapé da página ondas sonoras em diferentes cores: amarela, azul, verde, laranja e branca.

Página Dois

APRESENTAÇÃO

“Lá vai o trem com os meninos...”

Assim como diz a letra de Ferreira Gullar para o Trenzinho do Caipira, a música de Heitor Villa-Lobos é uma locomotiva onde a vida está sempre a rodar. O projeto Brasil de Tuhu é uma aposta na atualidade da obra desse grande artista brasileiro e uma maneira de trazê-la para perto de crianças e jovens em formação.

Desde 2009, o Quarteto Radamés Gnattali vem realizando concertos interativos em diferentes regiões do Brasil, que já alcançaram milhares de alunos da rede pública. A publicação que você tem em mãos dá continuidade a esse projeto e tem o objetivo de aproximar ainda mais a música do universo da escola.

Aqui apresentamos jogos e atividades que podem transformar o ensino musical em uma divertida brincadeira. Esperamos que professores como você encontrem nessas referências uma maneira de explorar com seus alunos o mundo mágico da música.

INTRODUÇÃO

Brincando de Música I

A música é uma expressão artística que envolve uma série de teorias e fórmulas. Mas experimentar a música – ouvi-la e perceber os sinais que transmite – é uma ação essencialmente sensorial. É por isso que toda atividade de musicalização ou de familiarização com a linguagem musical precisa estabelecer comunicações com nossos sentidos, para nos tornar cada vez mais sensíveis ao fenômeno dos sons.

A escola é o espaço ideal para realizar atividades de musicalização por muitos motivos. É nela que encontramos as crianças reunidas em um mesmo lugar e por longo tempo, desenvolvendo tarefas educativas e vínculos afetivos. Nesse momento da vida marcado pelas constantes descobertas, musicalizar representa a oportunidade de aprimorar a inteligência, a autoestima e os canais para expressar sentimentos e emoções.

Podemos pensar que a música é como uma amizade, cuja intimidade vai sendo cultivada com o convívio. O papel do professor é fundamental nesse caminho, pois articula o potencial de cada criança com práticas musicais coletivas. Para realizar bem essa função, não existe outro segredo além de buscar despertar, sempre, o prazer de fazer e desfrutar a música em conjunto.

Foto de crianças sorridentes entre 6 e 8 anos atentas a apresentação do Concerto Didático Brasil de Tuhu.

#paracegover - Foto de crianças sorridentes entre 6 e 8 anos atentas a apresentação do Concerto Didático Brasil de Tuhu.

Página três

INTRODUÇÃO BRINCANDO DE MÚSICA I

Nossas ferramentas de trabalho

Os jogos que vamos apresentar a seguir podem ser facilmente realizados em sala de aula. Eles abordam os três conceitos básicos da música – ritmo, melodia e harmonia – de forma leve, ao mesmo tempo em que desenvolvem a coordenação motora e a concentração.

Fique à vontade para adaptar os exercícios à realidade das suas aulas e da sua escola, e tenha em mente que o protagonista de todas essas atividades deve ser sempre o aluno: estimule a capacidade de cada um de criar, dar novas regras para as brincadeiras, sugerir formatos diferentes e também de elogiar os acertos e consertar os erros dos colegas. A ideia é que essa prática musical desencadeie experiências importantes para sua formação completa como pessoa e cidadão.

Mãos à obra! Este guia musical possui um material complementar de apoio e reforço dos exercícios aqui desenvolvidos. Se alguma dúvida aparecer, não deixe de entrar em contato através do site www.brasildetuhu.com.br

Computador com a aplicação do site do Brasil de Tuhu, teclado e mouse como se tivessem em cima de uma mesa.

#paracegover - Computador com a aplicação do site do Brasil de Tuhu, teclado e mouse como se tivessem em cima de uma mesa.

PARTE 1 BRINCANDO DE RITMO

Ritmo é movimento, e movimento é vida!

O ritmo é um jogo, uma brincadeira que dá asas à imaginação musical. É como uma seta que direciona para onde os sons devem ir e determina os tempos que vão durar, mais longos ou mais curtos. Ele adora a companhia da melodia, mas funciona com ou sem a presença dela.

Para entender o papel do ritmo na música, vamos pensar no nosso corpo: o que está em movimento dentro dele, que pulsa e nos impulsiona a viver? O que faz a vida ter andamento?

Página quatro

PARTE 1 BRINCANDO DE RITMO

Exercício 1

Duas ilustrações de corações com círculos e traços que indicam o batimento cardíaco.

#paracegover - Duas ilustrações de corações com círculos e traços que indicam o batimento cardíaco.

Que tal propor às crianças que sintam seu próprio batimento cardíaco e que caminhem pela sala de aula de acordo com o que estão ouvindo? Mesmo que esses batimentos não sejam iguais para cada um, eles seguirão um movimento constante ao redor do espaço.

Exercício 2

três ilustrações de corações com círculos e traços que indicam o batimento cardíaco, logo abaixo um tambor colorido com alça e duas baquetas dando a ideia de som

#paracegover - três ilustrações de corações com círculos e traços que indicam o batimento cardíaco, logo abaixo um tambor colorido com alça e duas baquetas dando a ideia de som

Que tal agora sugerir que as crianças sintam o pulso do colega ao lado e reproduzam, como quiserem, o que estão ouvindo desses batimentos cardíacos? Eles são iguais ao dela? São mais fortes? São mais fracos?

Exercício 3

ilustração de relógio indicando 15h e vibração sonora

#paracegover - ilustração de relógio indicando 15h e vibração sonora

Podemos achar dentro da sala de aula mais elementos que remetam a essa ideia de pulso? Um relógio! É possível reproduzir o som do tic-tac do relógio? Dá para diferenciar o som do tic do som do tac? Temos outros objetos que podemos usar para exemplificar um pulso uniforme?

Exercício 4

ilustração de pés onde um deles é batido no chão e ao lado a ilustração de mãos batendo palmas

#paracegover - ilustração de pés onde um deles é batido no chão e ao lado a ilustração de mãos batendo palmas

Motive o grupo a procurar variações de sons de acordo com o que encontram dentro da sala de aula, como bater as mãos na mesa, na parede, percutir com o lápis sobre a cadeira, etc. Ou ainda: o som do tic mais forte que o som do tac, o tic feito com a mão e o tac com o pé, ou mesmo utilizando os móveis que possam produzir som. Será mais fácil identificar o ritmo associando cada pulsação encontrada a essas diferentes intensidades sonoras.

Página cinco

PARTE 1 BRINCANDO DE RITMO

Exercício 5

Agora vamos tentar entender de outra maneira como funciona esse “coração” da música. Desenhe com as crianças cartões que representem um eletrocardiograma, marcando com bolinhas bem definidas o momento de cada pulso. Ou então recorte do nosso material complementar, exemplos para usar em aula. Essa leitura pode ser muito divertida!

Cartela de exercícios para entender como funcionam os sons

#paracegover - ilustração dividida em três partes: na parte superior há a ilustração de pés separados por um traço. Em cima quatro pés batendo contra o chão e embaixo quatro pés parados, onde eles se alternam entre movimento e pausa. Na área do meio, temos a ilustração de pés batendo contra o chão na parte superior da linha e abaixo mãos batendo palmas ilustrando os movimentos sequenciais e alternados. Na parte inferior, temos a ilustração de relógio indicando vibração sonora seguido de TIC TAC, onde TIC está sempre acima da linha e TAC abaixo, indicando alternância entre os sons.

ilustração de exercício que representa um eletrocardiograma, com marcações de bolinhas coloridas que definem o momento de cada pulso.

#paracegover - ilustração de exercício que representa um eletrocardiograma, com marcações de bolinhas coloridas que definem o momento de cada pulso.

Página seis

PARTE 1 BRINCANDO DE RITMO

Em um primeiro momento, você pode trabalhar essas pulsações sem distinguir a altura dos sons (graves ou agudos) e usar os picos do eletrocardiograma para marcar sons diferentes, com palmas, ou estalos, ou batidas com os pés. Podemos até mesmo utilizar notas musicais, quando esse conceito já estiver sendo trabalhado (veja a segunda seção, sobre melodia).

Você já reparou que uma mesma nota musical pode soar muito diferente se for tocada por um violino e por um violoncelo, ou se for cantada por um homem e por uma mulher? O que será que explica essa diferença?

A resposta é o timbre de cada instrumento ou de cada voz. A imensa diversidade de timbres quem encontramos entre os instrumentos e as vozes humanas permite que a execução da música se torne muito rica e variada.

Por isso, tudo fica ainda mais divertido quando duas, três ou mais partes do corpo são usadas para trabalhar a pulsação. E isso pode ser feito também com diferentes instrumentos disponíveis em uma sala de aula.

Meta atingida O objetivo dessas atividades é promover o entendimento do pulso como fator fundamental para a construção do ritmo. Utilizando o corpo e o movimento, essa percepção interior da pulsação fica mais clara e, estando em grupo, os alunos aprendem vendo e consertando entre si as possíveis falhas no andamento proposto. Esse trabalho deve ser realizado continuamente e a participação da turma deve incrementar a estrutura dos exercícios apresentados.

PARTE 2 BRINCANDO DE RITMO

Inteiro e metade. Um ou dois?

Neste segundo bloco de atividades sobre ritmo, vamos trabalhar a noção do INTEIRO e de sua respectiva METADE. Essas ideias estão presentes em tudo que se relaciona ao ritmo e assimilá-las torna a compreensão do tempo na música muito mais fácil.

Vamos pegar um elemento bem presente no cotidiano para abordar esse tema: uma maçã. Uma maçã inteira é = 1, e duas metades juntas também são = 1. 1 também é o número que vai representar nossa pulsação. Então, tudo nessa atividade vai girar em torno dele.

Se quisermos dividir a maçã em quatro pedaços, continuamos a ter uma maçã, porém separada em quatro partes menores do que a fruta inteira.

Pratique essa ideia simples usando uma folha de rascunho inteira como valor de referência = 1. Mostre aos alunos que a folha inteira equivale a 1 e peça que eles a dobrem ao meio, fazendo duas metades. Rasgue a folha ao meio. Passamos então a ter duas metades, que juntas representam o 1. Podemos cortá-la em muitas outras metades, que continuarão a ter, juntas, o mesmo valor do número inteiro.

ilustração de uma maçã inteira sinal de igual seguida de duas metades da maçã seguida da junção das duas metades da maçã. Maçã dividia em quatro partes.

#paracegover - ilustração de uma maçã inteira sinal de igual seguida de duas metades da maçã seguida da junção das duas metades da maçã. Maçã dividia em quatro partes.

Página sete

PARTE 2 BRINCANDO DE RITMO

Esse é um exercício básico para entendermos a noção de subdivisão. Ele fica muito mais animado quando usamos palavras escolhidas pelos alunos com uma, duas ou quatro sílabas! Vamos ver um exemplo?

Peça aos alunos para sugerirem palavras com uma sílaba. Essas palavras vão funcionar como figuras que representam a pulsação. Quando vários exemplos forem dados, peça outras com duas sílabas. Repita o processo para fazer uma coleção com mais tantas de quatro sílabas.

O próximo passo é transformar esse grupo de palavras escolhidas em cartões, com figuras que eles mesmos podem desenhar em sala de aula. Faça um caminho no chão com os cartões e peça que os alunos andem ao lado dos desenhos, sempre marcando a pulsação e cantando (ou tocando) a quantidade de sílabas das palavras. Por exemplo, para a palavra BO-LO, damos apenas um passo, mas cantamos dois sons. Para a palavra CHO-CO-LA-TE, marcamos um pulso também, mas cantamos quatro sons.

Quando perceber que eles já decoraram o formato da atividade, alterne os desenhos e mude o pulso. Sinta-se sempre livre para criar!

Essa brincadeira pode utilizar muitos exemplos de palavras diferentes. Proponha aos alunos que as cantem. Depois de brincarem bastante, vire os cartões e... surpresa! O que será que encontramos aqui.

Aqueles símbolos musicais ficam bem mais fáceis de entender se os associamos a experiências que fazem parte do nosso cotidiano. As palavras têm pulso e podem ajudar a perceber a função do tempo na música.

ilustração de pão indicando com seta uma semínima acompanhada da palavra PÃO. Ilustração de bolo com seta indicando uma colcheia acompanhado da palavra BO-LO. Ilustração de barra de chocolate com seta indicando uma semicolcheia acompanhado da palavra CHO-CO-LA-TE.

#paracegover - ilustração de pão indicando com seta uma semínima acompanhada da palavra PÃO. Ilustração de bolo com seta indicando uma colcheia acompanhado da palavra BO-LO. Ilustração de barra de chocolate com seta indicando uma semicolcheia acompanhado da palavra CHO-CO-LA-TE.

Página oito

BRINCANDO DE MELODIA

Para entender o que é o ritmo, usamos o nosso corpo como referência. Para falar da melodia, vamos pensar na ideia de casa. Imagine uma casa grande, muito grande. Dentro dela, muitos sons, de todas as alturas, graves e agudos, sons fortes e fracos, doces e amargos. Os sons que habitam essa casa estão vagando para cima e para baixo, como um elevador que sobe e desce.

Podemos imitar esses sons subindo e descendo, saindo do grave para o agudo? Vamos imaginar o Exercício 2 Agora vamos dividir a turma em dois grupos e reger um deles com o braço direito e o outro com o esquerdo. Sinalize para os grupos os sons que sobem e descem ou ainda aqueles que param em uma determinada altura. Para ficar mais animado, deixe que os alunos assumam a regência e conduzam toda a turma. Imaginando os sons distribuídos no espaço, não dá para pensar que os graves estão na parte de baixo da casa e os agudos nos andares de cima? Essa compreensão da melodia pode ficar mais lúdica se você propuser elevador de um edifício, que passa a vida a subir e a descer. Como podemos imitar esse elevador e movimentá-lo com o som da nossa voz?

Exercício 1

Assuma o papel de regente e imite com os alunos o som do elevador subindo e descendo, partindo de uma região sonora bem grave. Esse movimento também pode ser reproduzido por instrumentos que existam na sala de aula (flauta doce, teclado, xilofone de brinquedo, escaleta, etc.).

ilustração de duas portas de elevador. Na porta da esquerda há indicação de seta para cima acompanhado de notas musicais. Na porta da direita há aplicação de uma seta para baixo acompanhada de notas musicais.

#paracegover - ilustração de duas portas de elevador. Na porta da esquerda há indicação de seta para cima acompanhado de notas musicais. Na porta da direita há aplicação de uma seta para baixo acompanhada de notas musicais.


Exercício 2

Agora vamos dividir a turma em dois grupos e reger um deles com o braço direito e o outro com o esquerdo. Sinalize para os grupos os sons que sobem e descem ou ainda aqueles que param em uma determinada altura. Para ficar mais animado, deixe que os alunos assumam a regência e conduzam toda a turma. Imaginando os sons distribuídos no espaço, não dá para pensar que os graves estão na parte de baixo da casa e os agudos nos andares de cima? Essa compreensão da melodia pode ficar mais lúdica se você propuser elevador de um edifício, que passa a vida a subir e a descer. Como podemos imitar esse elevador e movimentá-lo com o som da nossa voz? Exercício 1 Assuma o papel de regente e imite com os alunos o som do elevador subindo e descendo, partindo de uma região sonora bem grave. Esse movimento também pode ser reproduzido por instrumentos que existam na sala de aula (flauta doce, teclado, xilofone de brinquedo, escaleta, etc.). aos alunos a brincadeira do “Morto ou vivo”. A turma vai se divertir bastante!

Exercício 3

Graves e agudos – “Morto ou vivo”! Aquela brincadeira em que os jogadores ficam de pé ou se agacham a cada comando de voz pode consolidar o aprendizado das alturas sonoras. Defina que “Morto” são os sons graves, e “Vivo”, os agudos. Procure na sala de aula objetos ou pequenos instrumentos que produzam alturas diferentes e bem caracterizadas. Para aguçar mais a percepção dos sons, experimente colocar venda nos olhos de todos!

Página nove

Exercício 4

Quando os alunos já estiverem compreendendo bem a diferença das alturas, você pode apresentar a eles uma terceira região sonora, que represente os sons médios. Mostre como os sons gostam de se misturar e de se movimentar por variadas alturas, indo do grave ao agudo, mas com muitas variações médias entre si.

Assim fica mais fácil entender o que é melodia: a sucessão de sons, em diferentes alturas, que se combinam de diversas maneiras, procurando formar um sentido, uma ideia, uma inspiração, uma mensagem.

Exercício 5

Para decodificar essa mensagem transmitida pela música, precisamos conhecer bem como funciona o sistema do “elevador” dos sons: a pauta musical, com suas linhas e espaços.

ilustração de pauta musical com suas linhas e espaços.

#paracegover - ilustração de pauta musical com suas linhas e espaços.

Estimular a compreensão da pauta musical pode ser mais prazeroso e eficaz quando levamos a criança a percebê-la como um território a ser descoberto, que será logo habitado por uma figura musical. Utilize cordas, barbantes ou vassouras para criar uma pauta. Convide seus alunos a sentirem, pisarem ou manusearem os espaços e linhas onde circulam as notas. Essa brincadeira fará a turma avançar bastante no processo de leitura musical.

na primeira ilustração há 5 linhas horizontais com setas coloridas no canto esquerdo apontando para linha pontilhada ligando a estrelas de diferentes tamanhos no canto direito. Abaixo, há quatro linhas pontilhadas com seta definindo suas diferentes extensões.

#paracegover - na primeira ilustração há 5 linhas horizontais com setas coloridas no canto esquerdo apontando para linha pontilhada ligando a estrelas de diferentes tamanhos no canto direito. Abaixo, há quatro linhas pontilhadas com seta definindo suas diferentes extensões.

Página dez

há uma sequência de três ilustrações. Na primeira, há a ilustração de cinco botões coloridos no canto esquerdo sendo direcionado as casas de botão na outra extremidade. Na segunda ilustração, há cinco carros coloridos no canto esquerdo sendo direcionados por meio de linha contínua ao semáforo na extremidade oposta. A terceira ilustração são cinco peixes coloridos no canto esquerdo sendo direcionados por meio de linha contínua as bolhas de ar no lado direito.

#paracegover - há uma sequência de três ilustrações. Na primeira, há a ilustração de cinco botões coloridos no canto esquerdo sendo direcionado as casas de botão na outra extremidade. Na segunda ilustração, há cinco carros coloridos no canto esquerdo sendo direcionados por meio de linha contínua ao semáforo na extremidade oposta. A terceira ilustração são cinco peixes coloridos no canto esquerdo sendo direcionados por meio de linha contínua as bolhas de ar no lado direito.

Página onze

vassouras coloridas posicionadas horizontalmente com pés marcando o ritmo entre elas. No 2º exercício está ilustrado uma pauta com a proposta de organizar a escrita e leitura. Onde na primeira linha há um pintinho, na segunda um gato, na terceira um cavalo, na quarta um peixe no aquário e na quinta um pato. Todas as marcações estão ilustradas com a marca das patas desses bichos, exceto o peixe, que tem sua marcação representada por bolhas. Além disso, há uma marcação de silêncio.

#paracegover - vassouras coloridas posicionadas horizontalmente com pés marcando o ritmo entre elas. No 2º exercício está ilustrado uma pauta com a proposta de organizar a escrita e leitura. Onde na primeira linha há um pintinho, na segunda um gato, na terceira um cavalo, na quarta um peixe no aquário e na quinta um pato. Todas as marcações estão ilustradas com a marca das patas desses bichos, exceto o peixe, que tem sua marcação representada por bolhas. Além disso, há uma marcação de silêncio.

Página doze

BRINCANDO DE MELODIA

Exercício 6

Com três sons (alturas) já definidos e apreendidos pela turma, utilize três cordas, três fitas, três cabos de vassoura ou o que mais a criatividade permitir para representar linhas que serão pisadas pelos alunos. As crianças vão se deslocar para cima e para baixo, reproduzindo o som escutado. Se ele for grave, elas descem; se for agudo, elas sobem.

Exercício 7

E se a turma escolhesse alguns animais, cujos sons pudessem compor uma música? Vamos continuar usando nossa pauta gigante para fixar a organização da escrita e da leitura. Veja os animais abaixo e imagine que sons podem ser usados para eles. Proponha que os alunos os representem cenicamente enquanto cantam.

Exercício 8

A partir de agora, vamos apresentar o círculo ou espiral das notas. Mesmo que os alunos não consigam decorar seus nomes de imediato, é importante que entendam que cada uma está em uma altura diferente (relembre a ideia do elevador). Cante (em vez de falar simplesmente) o nome delas, começando a cada momento em uma nota para que entendam que o Dó não é a primeira de todas. As notas fazem parte de uma espiral contínua.

Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si – Dó

três caracóis coloridos. No primeiro não há indicação sonora em nenhuma das dezessetes casas. No segundo, de dentro para fora, a primeira casa abriga o SI, na décima primeira o FÁ, na décima quarta o DÓ e na décima sexta o LÁ. Na terceira e última ilustração, de dentro para fora, a quarta casa abriga o RÉ, a décima primeira o RÉ, a décima quinta o SOL e a décima sétima o MI.

#paracegover - três caracóis coloridos. No primeiro não há indicação sonora em nenhuma das dezessetes casas. No segundo, de dentro para fora, a primeira casa abriga o SI, na décima primeira o FÁ, na décima quarta o DÓ e na décima sexta o LÁ. Na terceira e última ilustração, de dentro para fora, a quarta casa abriga o RÉ, a décima primeira o RÉ, a décima quinta o SOL e a décima sétima o MI.

Página treze

BRINCANDO DE MELODIA

Exercício 9

Vamos construir uma escada musical, que pode até ser feita com as diversas alturas dos alunos. Isso vai nos ajudar a firmar a ideia de que os sons são vizinhos: eles sobem e descem em relação às notas que vêm antes ou depois. As crianças adoram comparar as notas vizinhas com seus vizinhos reais!

ilustração a esquerda de pauta musical com suas linhas e espaços e abaixo o desenho de uma escada exemplificando a posição na pauta. Ao lado, ilustração de pauta musical  com suas linhas e espaços e abaixo o desenho de uma cidade, com diferentes tamanhos de construções, exemplificando a posição na pauta.

#paracegover - ilustração a esquerda de pauta musical com suas linhas e espaços e abaixo o desenho de uma escada exemplificando a posição na pauta. Ao lado, ilustração de pauta musical com suas linhas e espaços e abaixo o desenho de uma cidade, com diferentes tamanhos de construções, exemplificando a posição na pauta.

Entendendo as claves e o que elas representam

Ilustração com três diferentes crianças no pódio musical.

#paracegover - ilustração com três diferentes crianças no pódio musical.

É muito fácil entender a lógica das claves: elas apenas dão nome aos sons e estipulam que têm uma altura definida. As claves são escolhidas para melhor representar o instrumento que será tocado. Usamos a clave de Sol para instrumentos de som agudo, a clave de Dó para os de som médio e a clave de Fá para os mais graves.

Experimente mostrar aos alunos todas as claves ao mesmo tempo. Parece confuso, mas não é! Incentive que brinquem com elas e inventem jogos entre si utilizando todas as claves.

Página quatorze

BRINCANDO DE HARMONIA

Já falamos bastante sobre o ritmo e a melodia. Agora imagine esse som, que foi retirado lá da tal casa com elevador, passeando por qualquer altura, subindo e descendo (melodia). De repente, esse som se encontra com aquela seta que o conduz a uma certa direção, propondo durações variadas para ele (ritmo).

Qual será o resultado desse encontro? Uma melodia com diversas alturas, que possuem durações variadas, curtas e longas. Sem perceber, estamos construindo uma família de sons! Se a melodia e seu ritmo convidam novos sons a se juntarem a eles, teremos colunas sólidas formando uma grande relação de parentesco.

Encontraremos então sons que vão se misturar e interagir com outros. Como uma casa cheia de gente, onde todos brincam e jogam juntos. Mas cada um desses sons tem uma função dentro da casa. E todos serão importantes, os que aparecem mais e os que aparecem menos, aqueles que procuram sua voz em um instrumento grave e pesado e também aqueles que procuram por um instrumento mais agudo ou ágil. E, assim, a festa da música está pronta para começar!

Harmonia é a ordem que se coloca na bagunça dos sons. É ela que organiza essa mistura de alturas, formas e durações, fazendo com que a música encontre texturas e efeitos muito diferentes. A harmonia permite que sejam criadas variações no encontro dos mesmos sons e torna possível que notas iguais, rearranjadas, transmitam sensações e sentimentos distintos.

É exatamente aqui que entra em cena a figura que dá vida a todas essas possibilidades: o compositor! Assim como um arquiteto pensa em uma casa e imagina as formas que ela terá, quantos cômodos serão importantes para aquela família e o que é necessário para tudo funcionar bem (a elétrica, a hidráulica, etc.), o compositor projeta a harmonia dos diferentes sons e combina os timbres de cada instrumento.

Se o compositor pode ser visto como o arquiteto, o intérprete é quem vai habitar a casa projetada, dando a ela cor e alma.

ilustração de casa com cortina, poltrona, cama, quadros, janelas e armários com notas musicais, que saem até pela chaminé.

#paracegover - ilustração de casa com cortina, poltrona, cama, quadros, janelas e armários com notas musicais, que saem até pela chaminé.

Escolha músicas folclóricas ou do repertório infantil e experimente construir com seus alunos maneiras novas e originais de executá-las. Lembre-se de que a criança deve sempre cantar ou tocar algum instrumento, sozinha ou em conjunto, para que possa afinar seu ouvido interno. A música também pode ficar mais interessante com um acompanhamento, por mais simples que ele seja: uma batida rítmica ou uma segunda voz percorrendo a melodia. Você verá como a espontaneidade musical das crianças produz resultados surpreendentes!

Permita sempre que as crianças façam sugestões para a instrumentação e que comandem o grupo em certos momentos. Isso aumentará a autoestima do aluno e influenciará diretamente na sua motivação para estudar música.

Página quinze

BRINCANDO DE HARMONIA

Vamos cantar

Sugerimos dois exemplos de música cantada com acompanhamento simples para que a criança possa entender, na prática, o que significa harmonia.

Na Bahia tem

Partitura da música: Na Bahia tem

#paracegover - partitura da música ‘Na Bahia tem’

Ciranda, Cirandinha

Partitura da música: Ciranda, Cirandinha

#paracegover - partituras da música ‘Ciranda, cirandinha’.

Página dezessete

NOTA FINAL

Somos herdeiros de uma tradição musical muito rica e uma de nossas funções como educadores é encontrar os meios certos para que esse patrimônio alcance e sensibilize as novas gerações. A linguagem da música, que mobiliza pessoas em qualquer época ou lugar, pode ser vista como uma poderosa aliada do processo de ensino. A musicalização aprimora toda a capacidade cognitiva, o raciocínio lógico e o repertório cultural, além de servir como ferramenta de sociabilização, onde a prática em conjunto gera uma compreensão do indivíduo trabalhando para o coletivo.

As atividades que apresentamos aqui são sugestões que devem ser transformadas pela intervenção cotidiana do professor, já que cada turma é uma oportunidade única para que se descubram novos usos e sentidos no mundo dos sons. Para isso, basta que os alunos tenham contato constante com a música e sejam incentivados a reconhecer nela uma expressão do que pensam, sentem e desejam.

O estímulo à sensibilidade é o primeiro passo para educar indivíduos livres, erguendo as bases de uma sociedade mais justa. Tudo isso começa na sala de aula e você, professor, pode ser o protagonista de uma iniciação musical atraente e renovada, que consiga ampliar as capacidades culturais do nosso ensino escolar.

Página dezoito

FICHA TÉCNICA POR TRÁS DE TUDO

Geral

Patrocínio

Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Secretaria Municipal de Cultura
Universidade Estacio

Realização

Baluarte Cultura
Fabiana Costa e Paula brandão
Quarteto Radmés Gnattali

Idealização

Baluarte Cultura 
Carla Rincón

Coordenação Pedagógica: Carla Rincón
Direção de Produção: Paula Sued
Produção Executiva: Marcela Ruiz
Assistente de Produção: Mariana Rodrigues
Produção Administrativa: Leandro Salomão
Estagiária de Produção: Natália Corintho
Comunicação: Luiza Teixeira
Programação Visual: Quadratta Comunicação & Design

Guia Musical

Patrocínio

Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Secretaria Municipal de Cultura
Universidade Estacio

Realização

Baluarte Cultura
Fabiana Costa e Paula brandão

Coordenação Pedagógica: Carla Rincón
Direção de Produção: Paula Sued
Produção Executiva: Marcela Ruiz
Comunicação: Luiza Teixeira

Idealização

Baluarte Cultura 
Carla Rincón
Josiane Kervorkian

Ilustração: Vera Guimarães
Danielle Joanes / Quadratta Comunicação & Design

Programação Visual: Quadratta Comunicação & Design

Revisão: Márcia Kervokian

Página dezenove

Logos de mantenedor, copatrocínio e realização

#paracegover - Contra-Capa Guia Musical – Volume 01

Lei de Incentivo à Cultura

Mantenedora: Wilson Sons

Copatrocínio:Finep e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – Brasil Governo Federal

Realização: Baluarte Cultura – Empresa B Certificada, Quarteto Radamés Gnattali

Ministério da Cultura – Brasil Governo Federal

Faça Parte

Inscreva-se para ver primeiro todas as novidades do Brasil de Tuhu.

Mantenedora  

Realização